Festejar a entrada em 2018 5 vezes. Com os 5 melhores carros do mundo



As celebrações de ano novo começam, primeiro, nalgumas ilhas do Pacífico, como Samoa, Tonga e Kiribati. Aqui, quando forem 10h00 em Lisboa, os cerca de 400 mil habitantes vão estar a festejar a entrada em 2018. Com tanta praia, areia e, ao mesmo, floresta à volta deles, nada como escolher um Unimog, o anfíbio por excelência da gigante Mercedes

Do alemão "UNIversal-MOtor-Gerät", este pequeno monstro surgiu pouco antes da II Guerra Mundial. Pensado, inicialmente, como um trator, em 1946 ganhou um protótipo mais adaptado a outras funcionalidades. Este motor era a gasolina e só um ano depois, quando se avançou para a produção efetiva do Unimog, é que foi desenvolvido o motor a diesel. Fora da Alemanha os Unimogs só apareceram à venda em 1951 (a Argentina foi o primeiro país a recebê-los). Os portugueses que ainda encontramos em museus, por exemplo, eram as figuras de combate da Guerra Colonial. 

As bestinhas adaptam-se a todo o tipo de solo graças aos eixos e transmissão maiores do que o centro dos pneus. Os Unimogs também apresentam um quadro flexível que permite aos pneus uma ampla gama de movimentos verticais.

Unimog de 1963

A seguir vem a Nova Zelândia. Quando forem 11h00 em Portugal continental, o relógio dá a meia-noite em Auckland e, da Sky Tower, vai ver-se fogo de artifício. Na Nova Zelândia há montanhas que o Nissan Patrol gostaria imenso de "patrulhar" (não é por acaso que o país é um dos principais importadores do modelo). Escolho o Monte Tasman para passearmos neste veículo que a marca produz desde 1951. Ainda é fabricado hoje em dia mas já vai na sexta geração (desde 2016). Reconhecido pela sua potência e durabilidade, o jipe da marca japonesa é fabricado em versões de três, cinco portas ou pickup e vários modelos do Patrol são usados pela ONU nas suas missões de capacetes azuis.

Nissan Patrol ao serviço dos capacetes azuis

Duas horas depois, mais precisamente quando forem 13h00 por cá, é a vez de Sidney. Normalmente mais de um milhão de australianos vibra com o fogo de artifício. Para aqui escolhemos uma passeata num catita Peugeot 205 Junior para mostrarmos ao outro lado do mundo como é que se fazem carritos, aparentemente "itos", em França, mas que "dão baile" pelo mundo fora. Decorria o ano de 1983 quando a Peugeot lançou no mercado aquele que se tornou num dos carros mais emblemáticos dos últimos trinta anos, o Peugeot 205. Nos seus quinze anos de vida enquanto modelo de produção, foram vendidas cerca de 5,3 milhões de unidades, atingindo a marca de um milhão em menos de dois anos, no final de 1985, e os quatro milhões nos primeiros dez anos. Gerard Welter, designer da "casa", foi quem se lembrou de colocar a roda suplente por baixo da bagageira (o que, só aqui entre nós, é uma trampa quando é preciso recorrer à roda suplente que fica horrivelmente suja e perra nessa localização). Foi eleito o carro da década pela revista Car Magazine em 1990. Venceu o Campeonato do Mundo de Rally em 1985 e 1986, sendo que em 1987 e 1988 ganhou o Paris-Dakar.

Agora que tanto se fala dos Tesla e se assiste à ascensão dos carros elétricos, vale a pena lembrar que, em 1984, a Peugeot apresentou uma versão totalmente elétrica do 205, que atingia os 100 km/h e tinha uma autonomia de 140 quilómetros. Incluia sistema de regeneração de energia na travagem e demorava cerca de dez horas a carregar totalmente as suas baterias. Não chegou a ser produzido com o intuito de chegar ao consumidor, mas várias unidades foram construídas para pesquisa e desenvolvimento da tecnologia. Em 1989 existiam 28 versões diferentes do 205. Foi o carro mais vendido em França em 1985, 1990 e 1991. Foi o carro mais vendido de sempre da Peugeot em Inglaterra.

Peugeot 205 publicité

Quando forem 15h00 na capital portuguesa, será no Japão, Coreia do Sul e nalgumas partes da Rússia e Indonésia que se celebra a chegada do novo ano. Em Hong Kong costuma realizar-se uma das maiores celebrações da Ásia, por isso, se é para dar nas vistas, há que ir com o carro mais lindo do momento: o Giulietta. É lindo, pronto, pouco mais há a dizer. Sendo um carro extremamente importante para Alfa Romeo na Europa, o objetivo da marca italiana com este modelo é fazer frente ao clássico VW Golf. Não está a conseguir mas fica, pelo menos, a glória de ter vindo substituir o Alfa Romeo 147, lançado no mercado no ano 2000, e que ganhou, na sua classe, o prémio "European Car of The Year" em 2001. E depois tem a Uma Thurman na publicidade, tendo sido uma das primeiras vezes em que uma mulher apareceu a promover um carro sem ser a fazer figura de tontinha (ver VW Carocha) ou a fazer de boneco de porcelana.

 

As ilhas Outlying vão ser as últimas a entrar em 2018, quando cá já estivermos a acordar de ressaca, mais concretamente, ao meio-dia de segunda-feira. Curiosamente, estas ilhas estão a apenas 80 quilómetros de Samoa, as primeiras a entrar no ano novo. Como os últimos são sempre os primeiros, fecho com o melhor carro do mundo: o VW Carocha, pois claro. Foi o carro mais vendido do mundo. É o carro mais maravilhoso do mundo. O carro mais importante na história automóvel. O projeto de construção do Beetle envolveu várias empresas e até mesmo o governo alemão, o que levou à fundação de uma fábrica inteira de automóveis no processo de construção. É o meu carro de sonho. Como provavelmente será de sonho uma viagem até às últimas ilhas a entrarem no ano novo. Pena ter sido publicitado, a dada altura, com a Regina Duarte a fazer figura de totó.

 



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